Sou do tempo em que skatista era tratado como marginal e o esporte era mal visto por toda a sociedade. Os tempos mudaram e o skate (incluindo o longboard) tornou-se esporte “da moda”. Apesar da maior aceitação e da popularização do esporte, o skate ainda é motivo de discussão entre praticantes e moradores da cidade de São Paulo.
Divulguei aqui no blog evom a recente restrição de horário para a prática de skate e longboard no Parque do Ibirapuera, a imposição do uso de capacete no Museu do Ipiranga, mas a polemica não para. As obras realizadas pela Subprefeitura da Lapa, a pedido da associação de moradores do bairro e região, com o objetivo de impedir a prática do skate na praça Joanópolis, vem repercutindo na internet e mídia impressa desde o dia 20 de abril. Hoje eu li uma matéria sobre o assunto no jornal O Estado de S. Paulo, escrita por Valéria França (não sei quem é), e pelo jeito a polemica terá fim. A matéria diz que a prática do skate será permitida na Praça Joanópolis no horário das 8hs às 21hs e a Subprefeitura avaliará se as regras serão cumpridas.

Skate não é crime
Sou a favor das regras impostas no Parque do Ibirapuera e Museu do Ipiranga. Quem anda de skate nesses locais sabe como é difícil disputar as ladeiras com os próprios skatistas e a dificuldade aumenta muito quando pedestres, ciclistas, rolers, crianças em carrinhos e animais de estimação são envolvidos. Já o caso da Praça Joanópolis é mais complicado, mas acho que os horários estipulados foi uma boa solução.
Como skatista acho um absurdo a falta de infra-estrutura para a prática do esporte, em São Paulo e no Brasil em geral, e reclamo disso constantemente aqui no blog evom. Porém, o fato de não ter estrutura para andar de skate não me dá o direito de andar em locais cheios de pedestres e sem equipamento de segurança. Já presenciei o carro do resgate tendo de entrar dentro no Museu do Ipiranga para resgatar um skatista imprudente que não tinha base suficiente para descer a ladeira e ainda por cima estava sem equipamento de segurança. Aliás, isso já aconteceu mais de uma vez no Museu.
No início dos anos 2000 eu andava de longboard na ladeira da Praça Horácio Sabino, no Sumaré, um local bastante agradável, arborizado e tranquilo. A ladeira era tão boa que rapidamente tornou-se conhecida e longboarders de todas as regiões de São Paulo iam até lá para praticar. Só que alguns fanfarrões iam pra fumar maconha na praça e todos sabemos o que a droga atrai. Os moradores locais acionaram a SubPrefeitura da região que colocou paralelepípedos na ladeira inviabilizando a prática do longboard. Lamentável! Drogas e álcool não têm nada a ver com skate, longboard e qualquer outro tipo de esporte. No caso da Praça Horácio Sabino, as drogas impediram a prática do skate na ladeira. O convívio entre skatistas de rua e moradores locais já é difícil sem droga, imagine com ela.

















