Ser skatista não é pra qualquer um! Se você que lê esse artigo não é da classe não se sinta ofendido ou menosprezado. Afinal de contas, ser skatista tem seu preço e nem todos estão dispostos a pagá-lo.
O skate é um esporte que marcou época e é referencia para toda uma geração. Sou do tempo em que skate era coisa de maloqueiro e um dos esportes (senão o esporte) mais discriminado de todos. Hoje a coisa mudou um pouco, mas mesmo assim o skate ainda é visto com maus olhos por muitos. Vide os tristes casos da Praça Roosevelt e dos conflitos eternos com moradores de diversos bairros de São Paulo, inclusive o meu aqui na ZN, que já foi reduto de skatistas na década de 90, época da ZN Skatepark.

Go skate!
Ser skatista não é trafega fácil, mas posso dizer sem duvida que é uma das mais legais. É muito mais que ser caracterizado por roupas, estilo musical, ou comportamento. Tudo isso faz parte do skate, mas não só isso.
Praticar skate é mais que se rebelar contra o sistema. É ser determinado e exigente. É ser sonhador. Ser skatista é não aceitar não voltar uma manobra. É não se conformar em ser “normal”. É ajudar o amigo e ser ajudado por um amigo. É ir para o rolê com pouca, ou nenhuma, grana e dividir o pão seco com os brothers. Skate é camaradagem!
Nem todo mundo entende o sentimento de um skatista, mas eu entendo. Quem pratica skate quer ser diferente da maioria, e nessa de querer ir na contramão alguns se perdem pelo caminho.




